A Crise de 2009 Imprimir
Artigos - Economia
Escrito por Administrator   
Ter, 15 de Setembro de 2009 23:35

 

Você terá oportunidade de ler um artigo sobre a Crise. Um artigo que vai levar você a reflexão sobre os diferentes focos que a atual crise econômica mundial pode ter. Vamos tentar, ao invés de entender ou condenar as trevas em que o mundo se encontra (até porque isso diversos meios de comunicação já vem fazendo desde o segundo semestre de 2008) acender uma LUZ que poderá ajuda-lo a atravessar esse momento com maior possibilidade de sucesso e menos stress. Até porque, acreditamos que com o emocional equilibrado fica muito mais fácil passar por qualquer crise, inclusive a econômica.

 

 

Crise ou Oportunidade – Qual o seu FOCO?

 

Não é novidade para ninguém falar hoje sobre o assunto Crise Econômica Mundial. Já faz alguns meses que estamos lendo e ouvindo incessantemente sobre o tema em todos os cantos do planeta. Sabemos que alguns países foram mais afetados, outros menos, mas não há uma só comunidade que não esteja preocupada com os reflexos da atual crise para o Mercado e a atividade produtiva, desde o banqueiro ou analista de sistemas ao pescador ou produtor rural. Afinal, essa crise afetou fortemente o consumo, e pode trazer conseqüências ainda nem totalmente previstas para todos.

 

Para iniciar nossa reflexão sobre a crise e tentar falar sobre ela de uma forma menos pessimista do que se tem encontrado na mídia, fomos buscar no ideograma chinês o significado da palavra Crise. E descobrimos que na linguagem desse povo, de cultura tão peculiar, onde a escrita se representa através de ideogramas (símbolos gráficos que representam uma idéia), os caracteres postos um ao lado do outro geram um novo significado. É aqui que, curiosamente, encontramos o símbolo que representa a CRISE: o ideograma chinês para "crise" é a combinação de dois símbolos: um significando "perigo", e outro que pode ser traduzido como "oportunidade". Isso nos levou a refletir sobre a crise com um novo foco: apesar da crise trazer consigo riscos e ameaças concretos, podemos estar diante de algumas oportunidades. Sabemos que toda crise conduz a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda a crise é necessariamente um momento de risco, podendo ser vista como uma ocasião de crescimento e preparo do indivíduo para reagir e adaptar-se a situações não tão agradáveis e favoráveis.

 

Mas afinal, depois de tudo que temos lido sobre a crise econômica mundial nos jornais, como evitar o pessimismo, visto que especialistas alertam também que é importante manter o otimismo para evitar o pânico? Joseph Schumpeter, um dos grandes representantes do pensamento empreendedor, afirmou certa vez que todos os negócios estabelecidos estão apoiados em solo que se desmancha sob os pés. Considerando que o solo hoje é ainda mais propício a esse desmoronamento do que na década de 40 quando ele fez essa afirmativa, podemos concluir também que, por outro lado, as oportunidades para os empreendedores também são mais numerosas. Mas como?

 

Sabemos que o empreendedor de sucesso é alguém que busca a oportunidade além dos recursos disponíveis. É um profissional que está associado ao desenvolvimento econômico, à inovação e ao aproveitamento de oportunidades. Em meio à crise, quando os níveis de consumo inevitavelmente caem, até mesmo devido a incerteza sobre o que está por vir, é fundamental que as empresas preparem a equipe de funcionários para atuarem de forma empreendedora, prestando o melhor serviço possível ao cliente (encantando, surpreendendo e criando vínculos), bem como dedicando ao negócio todo o seu potencial, como alguém que inova, desenvolve e realiza, criando possibilidades e gerando oportunidades.

 

Schumpeter também declarou que as crises podem atuar como “uma ducha fria no sistema econômico”, liberando assim capital e trabalho de setores desaquecidos (possivelmente mais atingidos pela crise) e permitindo novas oportunidades aos recém chegados. É preciso ficar atento a oferta de produtos e serviços oferecidos por concorrentes que estejam em dificuldades em função da crise também pode ser uma maneira de driblar e sobreviver a esse momento. Recentemente acompanhamos um exemplo disso: o desfile de moda de Milão, famoso pelas peças de grife e por profissionais da alta costura, nesse ano teve preocupação em apresentar peças mais simples e básicas e em focar a moda nos acessórios – mais baratos e, portanto, mais adequados para o momento de crise. Como afirmava Peter Drucker, “Empreendedores inovam – a inovação é o instrumento específico do empreendedorismo.” E inovação pode significar, em muitos casos, sobrevivência, superação e retorno da prosperidade.

 


 

Dolabela, importante autor de livros sobre empreendedorismo, registra um importante dado também: de que o empreendedorismo é um fenômeno cultural, ou seja, os empreendedores são bastante influenciados pelo meio em que vivem. Como a crise, embora considerada mundial, tem diferentes reflexos nas diversas partes do globo, é importante ficar bastante atento aos peculiares desdobramentos nas regiões em que o empresário atua. Em recente pesquisa, por exemplo, estudo mostrou que 76% da classe C não abre mão do seu padrão de consumo. Entrevistados das classes C e D afirmaram que, mesmo com a crise financeira, não mudaram seus planos de consumo. Conclusão: muitos empresários de Minas Gerais decidiram ganhar dinheiro redirecionando seus produtos para atingir essas classes. Essa é uma realidade local, regional, e que vai influenciar diretamente os empreendedores atentos ao fenômeno.

 

Em recente artigo na revista The Economist encontramos a afirmação de que “os tempos difíceis vão eliminar os menos capazes e, a longo prazo, isso pode tornar mais fácil o crescimento dos sobreviventes.” Certamente, dentre esses sobreviventes, estarão os empreendedores. Para as empresas já estabelecidas, é claro que algumas medidas precisam ser adotadas em meio a um cenário de incertezas que a crise nos aponta. Por exemplo, urge uma revisão criteriosa dos gastos e os devidos cortes ou reduções possíveis. Além do mais, é fundamental o aprimoramento dos informes gerenciais de apoio a tomada de decisão para que o empreendedor saiba onde estão os maiores e os menores riscos ao investir. Reavaliar e realinhar o planejamento estratégico também pode ser essencial à sobrevivência no médio e longo prazo. Além disso, ser transparente e manter o nível de confiança e de motivação dos funcionários em alta pode garantir um diferencial no clima interno que vai refletir nas relações externas construídas pela organização. O empresário nunca deve esquecer de valorizar os mais competentes, comprometidos e criativos. Outro fator que não pode ser desprezado em momentos de crise e que pode se transformar definitivamente em grandes oportunidades é a observação aos concorrentes. . Buscar os funcionários empreendedores que tenham sido dispensados pelo concorrente em decorrência das dificuldades causadas pela crise também pode ser uma prática bem interessante. Nesse momento de crise, por exemplo, podemos encontrar empregados mais talentosos, pessoas mais dedicadas, espaços mais baratos para locação, etc.

 

É comum ouvir reclamações de empresários de que falta pessoal qualificado no mercado. Portanto, cabe aqui uma sugestão: você empregado: qualifique-se, sempre mais e melhor! E você gestor ou empresário: valorize quem se esforçou e se preparou mais para atuar o mercado de trabalho. Nunca despreze funcionários empreendedores – são eles que podem agregar valor ao seu negócio! É bem verdade que o empreendedorismo, como tudo que é novo ou remete a inovação, pode significar incerteza e maior insegurança, mas também traz consigo inovação e pode trazer maiores possibilidades de sucesso nas organizações, o que em momentos de crise só pode fazer bem a toda a sociedade – gerando emprego, renda e oportunidades.

 

Última atualização em Sex, 06 de Novembro de 2009 22:16