Wednesday 13th of December 2017

logo

Home Artigos Trabalho Qualificação em Foco
Qualificação em Foco PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Ter, 25 de Outubro de 2016 17:34

 

Neste último domingo o Caderno Boa Chance abordou uma temática muito discutida e pesquisada no mercado de trabalho, bem como em cursos de Administração e Recursos Humanos. Apontada como problema ou solução por parte de empresas, universidades e pelo mercado em geral, a Qualificação (ou a falta desta) é hoje pauta de discussão em diversos artigos, seminários, congressos e em sala de aula, diretamente com os estudantes.

A matéria, intitulada “O Paradoxo das Vagas Abertas” estava bem interessante, abordando diversos pontos de vista com depoimento de especialistas, tanto por parte das empresas como por parte de Universidades ou Conselhos de Classe, como o CRA - Conselho Regional de Administração. Como o referido caderno é lugar certo de busca por oportunidades para profissionais de diversas gerações, achei interessante fazer algumas análises e ponderações sobre a matéria, valorizando alguns pontos destacados e chamando atenção para outros que não foram abordados por lá.


A ideia inicialmente era compreender porque, mesmo com tantas pessoas desempregadas e em busca de uma colocação no mercado, num universo pesquisado de 200 empresas, quase metade delas (49%) tem vagas não preenchidas. Também em quase metade dessas empresas (47%) se afirmou que o grande problema é encontrar profissionais qualificados.

Para tentar entender esta questão, primeiramente gostaria de comentar a fala de um dos entrevistados, que afirma haver um “apagão de mão de obra”, ocasionado pelo fato de que e educação formal não acompanha a demanda das empresas. Ou seja, existe um gap entre o que as escolas e faculdades ensinam e o que o mercado exige.

Inclusive, algumas afirmações foram feitas e dicas foram dadas sobre formas de se aproximar esses dois atores, para que todos saiam ganhando (principalmente os alunos). Mas este é um tema para outro artigo que em breve sairá por aqui. Precisamos, entretanto, deixar claro que é papel das empresas também investir em qualificação.

A maioria delas faz isso naturalmente, para atender suas necessidades de qualificação ou para treinar funcionários para questões técnicas específicas, considerando a área e a realidade de cada uma. Seria impossível a uma educação formal entrar neste nível de detalhe na formação geral de turmas e mais turmas que se formam todos os anos.

Portanto, dizer que 78% das empresas já investe em qualificação de funcionários não deve ser visto como um “mal necessário”, mas como algo natural e benéfico para a própria empresa – pois sabemos que a maioria se utiliza de Treinamento e Desenvolvimento para criar mecanismos e moldar profissionais como deseja - até mesmo buscando reter talentos e ser uma empresa desejada para se trabalhar. Mas uma abordagem interessante no sentido da necessária aproximação entre empresas e universidades, ou cursos profissionalizantes, chamou atenção para o tema e a necessidade urgente desta prática.

Qualificar significa, no geral, sem tentarmos aplicar o conceito a questões profissionais, atribuir qualidade a algo. Neste caso, vamos imaginar a alguém. Pensando na qualificação profissional a coisa fica mais complexa e abrangente. Afinal, ao qualificar alguém você pode se referir a gerar ou explorar certas características de um indivíduo, pode estar falando sobre a formação deste profissional, sobre conhecimento formal e informal já adquirido ou até mesmo de habilidades desenvolvidas ou a desenvolver.

Destas questões a matéria tratou com propriedade. Questões como falta conhecimento ou domínio de outro idioma (especialmente o inglês), pouca experiência ou até mesmo falta de formação técnica mais especializada, assim como falta de habilidades comerciais ou conhecimento da empresa a qual o candidato está concorrendo (questão que ele resolve com uma simples visita ao site da empresa ou conversa com clientes e funcionários de lá). E ainda dicas foram dadas para resolver estes problemas e diferenças.

 

Entretanto, no meu ponto de vista, ficou faltando um detalhe que muitos profissionais, infelizmente, não dão tanta atenção assim, mas que também não é muito fácil de tratar numa entrevista de jornal: Atitude. Considerando o que sabemos sobre o CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) - Conhecimentos e habilidades estão relacionados às competências técnicas. Atitudes, a comportamento. Precisamos atentar a estes atributos, não só no momento da entrevista ou dinâmica de grupo visando uma contratação, mas ao longo de toda a trajetória do profissional na organização. Atitude, entretanto, não é só uma questão do que você tem ou do que você é, mas você precisa mostrar a que veio. Transparecer comportamentos que mostrem seus valores.  E quando o outro, no caso a empresa contratante, percebe que esses valores podem contribuir para a organização, bingo!

 

Fornecido por Joomla!. Designed by: Free Joomla 1.5 Theme, ecommerce hosting. Valid XHTML and CSS.