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Prática da Responsabilidade Social através da Educação Libertária. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Ter, 29 de Setembro de 2009 19:25


RESUMO DO ARTIGO: O objetivo deste trabalho é mostrar a educação libertária como uma possibilidade de prática da Responsabilidade Social, trabalhando a hipótese de que, diferentemente das ações sociais praticadas por algumas empresas e pelo governo, que causam ainda mais dependência nas pessoas, através da aplicação de alguns conceitos de educação podemos ajudar os excluídos sociais a se libertarem. Na introdução, uma contextualização do tema. No referencial teórico, uma análise de alguns conceitos de Responsabilidade Social e de algumas idéias do educador Paulo Freire. A proposta deste artigo é mostrar uma possibilidade de praticar Responsabilidade social contribuindo efetivamente para a mudança da sociedade, através do compartilhamento de conhecimento com as comunidades carentes, capacitando-as para escrever sua própria história.

ABSTRACT: The objective of this work is to show liberal education as a possibility of practicing Social Responsibility, with the hypothesis that, diferently from social services practiced by some companies and govern, that causes more dependence on people, using some education concepts we can help social excluded people to be free. In the introdution, a global idea of the theme. In the theorical reference, an analysis of Social Responsibility concepts and some ideas of the educator Paulo Freire. The proposal of this article is to show a possibility of practicing Social Responsibility contributing for social change, sharing knowledge with poor comunities, helping them to write their own history.

 

 

PALAVRAS-CHAVE: Educação Libertária, Responsabilidade Social

KEY WORDS: Liberal Education, Social Responsability
INTRODUÇÃO

“Pobreza é fome, é falta de abrigo. Pobreza é estar doente

e não poder ir ao médico. Pobreza é não poder ir a escola

e não saber ler. Pobreza é não ter emprego, é temer

o futuro, é viver um dia de cada vez. Pobreza é

perder o seu filho para uma doença trazida pela

água não tratada. Pobreza é falta de poder, falta

de representação e liberdade” (Resumo do conceito de pobreza a partir da concepção dos pobres - pesquisa do Banco Mundial/2000)

Na sociedade atual prevalece grande injustiça e desigualdade social. Grandes transformações ao longo do século XX não foram suficientes para reduzir o sofrimento de um número alarmante de pessoas. No caso do Brasil, de uma população de cerca de 170 milhões de pessoas (IBGE, 2000), um estudo sobre desigualdade revela que ainda existem 54 milhões de pobres (IBGE, 2002). Para diminuir o número de pobres em dois terços, apenas com crescimento, seriam necessários 25 anos de expansão do PIB per capita em 3% anuais (em 2002 a renda per capita brasileira subiu apenas 0,21%). Diante desse quadro difícil, qual tem sido o posicionamento de empresas e indivíduos diante de tamanha complexidade de problemas sócio-econômicos?

Muito há que se fazer para reverter um quadro cruel de desigualdade social, onde o número crescente de pobres, carentes e miseráveis preocupa e até ameaça. Seja por questões ideológicas, morais e humanitárias ou por preocupações com a segurança e a ordem pública, grande parte da sociedade está começando a se preocupar com o aumento da desigualdade. Entretanto, dificilmente se percebe essa desigualdade a que nos referimos como herança de uma sociedade capitalista. Num capitalismo onde o ato de ganhar dinheiro e acumular capital é visto como resultado e expressão de virtude e eficiência, muitos indivíduos passaram a fazer dessa prática o único fim de sua vida:

“No presente, sob as nossas instituições econômicas, legais e de política individualista, com as formas de organização e estrutura geral peculiares à nossa ordem econômica, o espírito do capitalismo tornou-se compreensível(...). O sistema capitalista precisa tanto dessa devoção à vocação para fazer dinheiro, dessa atitude voltada para os bens materiais tão bem adaptada ao sistema e tão intimamente ligada às condições de sobrevivência na luta econômica pela existência, que hoje não mais podemos questionar a necessidade de conexão do modo de vida aquisitivo”. (Weber, 2001: 59)

Como numa guerra, a luta econômica pela existência citada por Weber pressupõe a existência de vencedores e perdedores. Os vencedores são os mais ricos, mais abastados, a quem servem os mais pobres. Daí o conceito de Paulo Freire (1987) de oprimidos e opressores. Dessa guerra capitalista, certamente o ônus da desigualdade social, acumulado ao longo dos anos pela história, recai sobre os oprimidos.

Diante deste panorama, surge uma prática que parece resolver parte dos problemas e deixar algumas consciências um pouco mais tranqüilas: a Responsabilidade Social. O conceito começou a ganhar espaço no final da década de 80, consolidando-se nos anos 90, e ainda está em construção. Alguns fatores influenciaram decisivamente seu surgimento no Brasil (Peliano, 2001; Pinto, 2002): abertura da economia, aumento da competitividade, crise política e econômica, aumento da degradação ambiental e da demanda social, fortalecimento de movimentos sociais, insuficiência do papel do Estado, mudanças no mercado de trabalho, desafios sociais como desigualdade social, pobreza, miséria e educação deficiente.

Com tantos fatores influenciadores, este conceito ficou com um escopo muito abrangente. Entretanto, mais importante que a conceituação de Responsabilidade Social, parece ser a sua prática. Qual tem sido a atitude dos principais atores envolvidos com as questões sociais?

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Diante de um quadro social injusto e desigual, a importância de práticas de cunho social por parte de indivíduos e organizações é inquestionável. Mas afinal, o que é Responsabilidade Social? Como praticar Responsabilidade Social de maneira compromissada e sustentável?

Em 1953 Bowen já dizia que Responsabilidade Social é “A obrigação do homem de negócios de adotar orientações, tomar decisões e seguir linhas de ação que sejam compatíveis com os fins e valores da sociedade”.

Em dicionários de Filosofia e Ciências Sociais encontramos Responsabilidade Social definida como: “responsabilidade daquele que é chamado a responder pelos seus atos face à sociedade ou à opinião pública... Na medida em que tais atos assumam dimensões ou conseqüências sociais.”.

Entretanto, é importante que Empresas, instituições de ensino e até mesmo indivíduos, preocupados com uma sociedade mais justa e interessados em colaborar na solução desses problemas, se preocupem com a qualidade da contribuição que têm oferecido a sociedade.

Considerando as definições de responsabilidade social de representantes do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (1988):

“Responsabilidade social corporativa é o comprometimento permanente dos empresários de adotar um comprometimento ético e contribuir para o desenvolvimento econômico, simultaneamente, a qualidade de vida de seus empregados e de seus familiares, da comunidade local e da sociedade como um todo.”

Essa concepção assume a responsabilidade social como expressão de uma postura ética comprometida com o resgate da cidadania, assumindo uma posição de co-responsabilidade, na busca do bem-estar público, em articulação com as políticas sociais.

Oded Grajew, empresário e presidente do Instituto ETHOS de Empresas e Responsabilidade Social (2003), reafirma esse conceito no momento em que pondera ser a responsabilidade social empresarial uma forma filosófica de gestão das empresas. É por meio dessa mudança no comportamento empresarial e individual, que mudanças sociais poderão ocorrer e levar o país a prosperidade econômica, promovendo maior distribuição de oportunidades. A educação pode ser considerada uma excelente mola propulsora dessas mudanças sociais.

A Responsabilidade Social aborda a postura da organização diante da sociedade, tanto na dimensão interna, envolvendo funcionários e acionistas, quanto na dimensão externa, envolvendo comunidade, fornecedores e meio ambiente. Pode ser exercida de diversas formas (Carroll apud Lourenço e Schröder, 2002), sendo mais comum a Responsabilidade Filantrópica, que é a contribuição da empresa, prestada normalmente através de distribuição de alimentos e recursos financeiros, para diversos fins dentro das comunidades carentes.

Nesse tipo de ação é comum as empresas incentivarem a prática de voluntariado entre seus funcionários. Além de gerar marketing positivo para a imagem da organização diante da sociedade, promove uma identificação dos funcionários com a empresa que trabalham, facilitando a adesão à cultura da organização através do envolvimento com trabalhos comunitários. Porém, a filantropia tem caráter de “uma ação social de natureza assistencialista, caridosa e predominantemente temporária.” (Guarany, 2003, p.45).

Uma pesquisa sobre práticas sociais nas quais empresas têm investido revela que nas 300 empresas ouvidas (Bomeny e Pronko,2002), 46% delas começaram a investir em educação entre 1995 e 2000. Entretanto, para 70% delas a principal motivação do investimento é a educação corporativa, com o objetivo de qualificar os próprios funcionários. Ou seja, a dimensão interna, envolvendo o quadro funcional, é a grande privilegiada. Talvez porque, obviamente, a curto prazo este tipo de investimento tem retorno mais rápido e certo, com empregados mais motivados e prontos para produzir mais para a organização. Apenas 1% dessas empresas atenta para melhorar a qualidade de vida da comunidades carentes, analfabetos e público em geral. A proposta deste artigo é mostrar que uma importante possibilidade de praticar Responsabilidade social e contribuir efetivamente para a mudança da sociedade, é compartilhar de conhecimento com as comunidades carentes, capacitando-as para escrever sua própria história.

Na verdade, a preocupação das empresas de investir em Responsabilidade Social tem sido usá-la como um recurso para abrir novos mercados e assegurar vantagens competitivas (Bomeny in Ferrarezi, 2002), através do chamado Marketing Social, que promove a imagem da organização. Na prática, a responsabilidade social por parte das empresas tem sido muito mais uma estratégia de divulgação do negócio. Há pouquíssimas evidências, como mostrado na pesquisa acima, de preocupação real com a desigualdade social e um compromisso com a mudança dessa realidade.

Entretanto, encontramos essa preocupação em diversos pensamentos de educadores preocupados com a libertação da camada menos favorecida da sociedade.

EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA NA PRÁTICA DE RESPOSABILIDADE SOCIAL

Existem diversas formas de praticar Responsabilidade Social. A mais interessante, que pode ser praticada por indivíduos, instituições de ensino e empresas, é através da educação.

Existem diversos autores com importantes contribuições para o pensamento pedagógico emancipatório. Para eles, a escola deveria ser igual para todos. Neste artigo serão resumidas as idéias de Paulo Freire, um dos ícones da educação libertadora e criador da Pedagogia do Oprimido.

A proposta de Freire é sempre partir da realidade do educando, dos conhecimentos e da experiência dele, para daí construir o conhecimento novo: “Uma cultura vinculada aos seus interesses e não à cultura das elites” (Gadotti, 1987:27). Nesse processo, surgem os Temas Geradores, extraídos da problematização da prática de vida dos educandos. Cada pessoa, cada grupo envolvido na ação pedagógica, possui em si próprio os conteúdos necessários dos quais se parte.

O importante é despertar uma nova relação com a experiência vivida, sem transmitir conteúdos específicos. Qualquer transmissão de conteúdos estruturados fora do contexto social do educando é considerada “invasão cultural” ou “depósito de informações”. Quando não emerge do saber popular e tenta impor a visão do mundo de quem ensina ao indivíduo que aprende, o professor pratica o que Freire chama de Educação Bancária, onde o professor “deposita” conhecimento e espera “sacar” resultados, que normalmente são muito bem avaliados durante as provas e os exames exigidos pela educação tradicional. É preciso conhecer o aluno enquanto indivíduo inserido num contexto social de onde deverá sair o “conteúdo” a ser trabalhado. Assim sendo,

“...não se admite uma prática metodológica com um programa previamente estruturado, assim como qualquer tipo de exercícios mecânicos para verificação da aprendizagem.” (Barreto in Feitosa, 2002).

O relacionamento educador-educando nessa perspectiva se estabelece na horizontalidade, onde juntos se posicionam como sujeitos do ato do conhecimento, evitando a manipulação e a domesticação. Elimina-se portanto toda relação de autoridade, onde o educando pode e deve manifestar sua opinião até mesmo sobre os tópicos que serão tratados e sobre a forma como o conhecimento será trabalhado.

O método de Paulo Freire, criado visando especialmente a educação popular e alfabetização de adultos, é estruturado basicamente em quatro fases (Brandão, 1985): Na primeira fase é feita uma investigação do universo temático, que consiste num levantamento dos vocábulos e expressões mais usados pela população a ser educada. A segunda fase consiste de uma leitura da realidade social que se vive e da palavra escrita que a traduz. Depois disso, é importante a escolha das palavras geradoras, que vão possibilitar maior familiarização do aprendiz com o que será estudado, trazendo motivação para o aprendizado e sensação de pertencer ao grupo. A quarta fase consiste na escolha dos temas geradores, que são de suma importância para conduzir os debates e à compreensão de mundo.

Alguns conceitos importantes são trabalhados por Paulo Freire (1983) para reflexão e prática da educação, em busca da mudança. Trataremos aqui dos conceitos de Alienação e dependência e Dialogicidade.

Através do conceito de Alienação e dependência – que são opostas da liberdade, Freire defende que a assistência social não deve ser um ato paternalista, que cause dependência ao invés de trazer libertação. Tratando as pessoas pobres como crianças para que continuem como crianças é uma espécie de colonialismo, onde o centro de decisão se encontra no outro. É a forma de responsabilidade social que a maioria das empresas tem praticado: distribuição de recursos, cestas básicas, cestas de natal, brinquedos, remédios, alimentos. Desta forma, não se corre o risco de perder o poder e o domínio dos sistemas sociais:

“As massas querem participar mais da sociedade. As elites acham que isto é um absurdo e criam instituições de assistência social para domesticá-las.” (p. 37)

“O trabalhador social que opta pela mudança não teme a liberdade, não prescreve, não manipula, não foge da comunicação, pelo contrário, a procura e vive.” (p. 51)

“Nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise sobre suas condições culturais.” (p. 61)

Sobre o método da Dialogicidade, Freire enfatiza que provém da necessidade humana existencial de diálogo, ou seja, educação não pode reduzir-se a depositar idéias em outros. Para que exista diálogo não pode haver dominação nem imposição, mas é fundamental existir um compromisso para com os homens e uma característica fundamental: humildade. Afinal, a dialogicidade é a essência da educação como prática da liberdade (Freire, 1987 p.83)

“O diálogo exige igualmente uma fé intensa no homem, fé em seu poder de fazer e refazer, de criar e recriar, fé em sua vocação de ser mais humano: o que não é privilégio de uma elite, mas o direito que nasce com todos os homens.”

O processo dialógico de educação permite a participação dos sujeitos sociais no levantamento de suas próprias necessidades e na solução dos problemas mais importantes, de acordo com o ponto de vista dos principais interessados.

O método de Paulo Freire é o mais adequado para conduzir aulas e ações sociais, onde cada um, a seu modo, pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades da realidade. A participação de todos, educador e educando, na construção do conhecimento mútuo, respeitando a singularidade das pessoas envolvidas no processo de aprendizagem tem importância fundamental no desenvolvimento dos educandos, valorizando o conhecimento de cada um.

CONCLUSÃO

As palavras de Anísio Teixeira de que “precisamos preparar o homem para indagar e resolver por si os seus problemas.”(1968:30), resumem perfeitamente a idéia desse artigo: é importante orientar e capacitar as pessoas para serem livres, por exemplo construindo projetos sociais, se desenvolvendo como empreendedores para conduzir negócios próprios e suas próprias vidas.

Enfim, cada cidadão pode e deve explorar as possibilidades da educação libertária com a finalidade de praticar uma Responsabilidade Social que incentive a emancipação dos oprimidos e sua libertação.

Podemos concluir que ações de responsabilidade social devem ser voltadas para uma verdadeira mudança nas relações sociais, onde o discurso seja substituído pela prática mais libertadora de todas: a de compartilhar conhecimento com o objetivo de educar cidadãos como seres co-responsáveis pelo próprio destino.


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Última atualização em Seg, 23 de Novembro de 2009 16:45
 

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