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Ripley no Limite(Ripley Under Ground, 2005) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Ter, 29 de Setembro de 2009 17:16


Direção: Roger Spottiswoode; Roteiro: W. Blake Herron, Donald E. Westlake; Gênero: Drama/Romance/Suspense; Origem: Alemanha/Estados Unidos/Reino Unido; Duração: 100 minutos; Tipo: Longa-metragem:

O filme conta a história de um ator talentoso e trapaceiro, que, desde o início inventa histórias e situações para se safar dos problemas: devendo aluguel, ao ser cobrado, “encontra” são e salvo o gato de sua inquilina. Na verdade o gato estava sumido, escondido pelo próprio Ripley por uma semana. Ao reencontrar seu gato, a inquilina até esqueceu da cobrança do aluguel, dando mais fôlego ao jovem, que prossegue com suas trapaças.

Tom Ripley vive em Londres, frequenta a Royal Drama Academy e protagoniza uma peça de teatro. Tem amigos que são jovens “socialites” londrinos. O reitor Bentcliffe, descobre que Tom é um impostor e expulsa-o, mas Tom é perito em enganar, tanto desconhecidos como os seus amigos - Cynthia, e o seu namorado Derwatt (um pintor que começa a fazer sucesso com suas obras), o seu melhor amigo Bernard e o representante da galeria de Derwatt, Jeff. Quando Derwatt morre, Tom sugere uma forma de garantir que ninguém descubra a verdade, encobrindo o acontecimento e mantendo nome do pintor vivo, com o intuito de explorar o seu legado e ganhar dinheiro com o esquema.


 

 

 

Ao sofrer uma decepção amorosa e bater com o carro, Derwaatt morre em seguida. Como estava apenas no início de uma carreira que prometia ser de sucesso (mas que na ausência do artista não teria nenhum valor), Ripley tem a “brilhante” idéia de manter o artista “vivo”, escondendo o corpo em uma casa de campo de um dos componentes do grupo de amigos, curador da exposição, e o grupo inicia a venda dos quadros, colocando um dos componentes do grupo para pintar, falsificando, os quadros do artista morto recentemente.

No meio dessa confusão, Tom conhece uma moça francesa milionária, por quem se apaixona. Diante disso, precisa manter sua “pose” de empresário, sócio de artista, e a idéia para salvar a venda dos quadros acaba servindo para seu propósito de se aproximar da família da namorada, que vive em uma mansão francesa onde, supostamente, o artista estaria escondido para reservar-se a um momento de criação.

Como artistas freqüentemente expressam desejos de se isolar, o grupo vai se beneficiando da idéia até o momento em que um dos clientes desconfia de estar sendo enganado e de terem vendido um quadro falsificado do artista. Diante da situação, Ripley tenta se passar pelo artista, o que não convence o cliente, e este, após uma briga com Ripley (Tom), o cliente, um empresário americano, acaba caindo acidentalmente e morrendo.

Mais uma vez Tom, embora não tivesse tido a intenção de assassinar o empresário, cliente dos quadros, tem a idéia de esconder o corpo. Afinal, se já está dando certo a primeira ideia, por que não partir para a segunda farsa? Ripley começa a desculpar-se (para si mesmo, muitas vezes), afirmando que tem que fazer certas coisas para manter seu relacionamento, que começa a ser a coisa mais importante para ele, seu fim, para o qual não importam os meios que serão utilizados.

Esse é um ponto interessante e, podemos perceber daí em diante, que os valores de Ripley começam a mudar completamente em função de dois aspectos: primeiro, o atingimento de seu principal objetivo, para o qual, “às vezes temos que fazer alguns sacrifícios”, entenda-se aí até mesmo sacrifício de certos valores. Segundo, pelo aspecto bastante evidente da impunidade. Como o grupo consegue sair impune do primeiro golpe, Ripley tem a sensação de que pode praticar vários golpes e sempre sair ileso.

Bastante esperto e competente, Ripley consegue enganar um detetive da Scottland Yard (que aparece na trama, acionado pela mulher do empresário assassinado), seu sogro (pai da namorada, que já está bastante desconfiado de Tom ser um impostor) e ainda por cima começa a envolver Bernard, que não conseguiu lidar bem com toda essa trapaça, em um labirinto de loucura, fazendo com que todos desconfiem de sua sanidade mental.

Dessa forma, Ripley continua se safando, assim como muitos na vida corporativa, familiar e pessoal, sempre com a desculpa de que “quando a gente sabe que quer muito mais do que merece ou se acha preparado para ter, precisa fazer sacrifícios.” E assim muitos vão abrindo mão de seus ideais, valores, hábitos e transformando-se em outra pessoa, para atingir um fim que julgam ser nobre e “compensar” tamanho sacrifício.

Última atualização em Ter, 06 de Outubro de 2009 01:14
 

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