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Sociedade dos Poetas Mortos (Deads Poets Society,1989) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Ter, 29 de Setembro de 2009 17:22

 

País/Ano de produção:- EUA, 1989

Duração/Gênero:- 128 min., drama

Distribuição:- Abril Vídeo

Direção de Peter Weir

Elenco:- Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles


No filme Sociedade dos Poetas Mortos (Deads Poets Society,EUA, 1989), que teve como elenco Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles, o professor John Keating, interpretado por Willinams, entra na sala de aula assobiando, é o primeiro dia do ano letivo, passa pelos alunos e desperta olhares curiosos, encaminha-se para uma outra porta, de saída para o corredor, todos seus pupilos ainda estão de sobreaviso, curiosos e sem saber o que fazer.

 

Keating olha para eles e faz um sinal, pedindo que os estudantes o acompanhem. Todos chegam a uma sala de troféus da escola, onde ao fundo podem ser vistas fotos de alunos, remontando ao início do século, fazendo-nos voltar ao começo das atividades da escola. Pede-se silêncio e, que a atenção de todos volte-se para os rostos de todos aqueles garotos que freqüentaram aquela tradicional instituição de ensino em outros tempos.

 

 

O filme tem como um dos focos principais em sua narrativa a proposta de reformulação dos métodos de ensino. O professor Keating, personagem principal do filme, consegue estimular seus alunos a mudarem seus caminhos através de questionamentos sobre a vida, sempre feitos com a intenção de incentivar o aluno a pensar por si mesmo, ser criativo e seguir os seus sonhos.


As inovações na educação propostas no filme são demonstradas através da transformação no método tradicional de ensino, tipicamente rígido e pautado nos pilares da ordem e da disciplina.

 

Com o novo método, os alunos começam a pensar criticamente e até mesmo discordar de autores de livros clássicos que propunham uma leitura cartesiana da vida. Idéias e estruturas tradicionais e ultrapassadas deram lugar a aulas dinâmicas e motivadoras, incluindo aulas de campo e sensibilização através da poesia. Também através do conhecimento de ex-alunos o professor, na verdade, estimulava o auto-conhecimento.

 

Uma das frases mais marcantes e também lema de ensino de Keating era o “carpe diem”, que significa “aproveite o dia”. Num contexto mais abrangente, era a sugestão do professor para que seus alunos aproveitassem a vida, descobrindo suas vocações, seguindo seus desejos e formando-se de maneira integral e alcançando notoriedade através das suas conquistas.

 

Interessante ressaltar que seguir esses conselhos e exemplos do professor pressupõe estar disposto a arriscar. E nem todos estão prontos para isso: exemplo disso é quando, logo no início do filme, os alunos se perguntam se aquela aula e seu conteúdo vão “cair na prova”. Além dessa, em algumas cenas os alunos estão mais preocupados em copiar do que em ser tocados e tranformados pelas lições de vida do professor.

 

Além disso, fica claro no final do filme que os riscos foram muitos, mas o professor deixou um legado – influenciou seu colega professor, que mudou seu método de ensino (no início composto de uma repetição de palavras em latim para no final estar mostrando, na prática e no pátio, ao ar livre, as palavras e seus significados).

 

Outra cena que evidencia a influencia deixada pelo professor aos seus alunos foi o momento em que ele, após causar polêmicas e discordâncias com a direção e alguns pais, vai embora da escola e grande parte da turma, mesmo contrariando a ordem do novo professor, fica em pé em cima da mesa. Essa postura, citada pelo professor Keating, foi uma alusão à necessidade de se olhar sob outro prisma, sob outro angulo, o que pode mudar a visão dos fatos e acontecimentos.

 

Os alunos estavam à procura de desenvolvimento e é importante incluir em nossas conclusões que desenvolvimento requer tentativas e, às vezes, exposição, riscos. A ida para a caverna, resgatando a idéia da Sociedade dos Poetas Mortos através de leitura e reflexões, pode trazer algumas reflexões interessantes, como por exemplo necessidade de auto-conhecimento, reconhecimento e auto-estima.


Além disso, ficava evidente a necessidade que os jovens tinham, ainda não realizada, de formar-se para a vida: temas como amor, paixão, sonhos, palavras e idéias, que podem mudar o mundo, eram ainda uma necessidade grande naquele grupo.



 


Última atualização em Seg, 19 de Abril de 2010 15:10
 

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