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A Estrutura das Revoluções Científicas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 13 de Novembro de 2009 15:11

A Resposta à Crise

 

 “O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.”  Thomas Kuhn

 

 

 Livro: A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES  CIENTÍFICAS.  Autor: Thomas Kuhn


“As crises são uma pré-condição necessária para a emergência de  novas teorias.”

  • Transição para um novo paradigma: uma revolução científica.
  • Importante: NÃO renunciar ao paradigma que os conduziu à crise.
  • Defrontar-se com uma anomalia não é suficiente, cientificamente falando, para rejeitar um paradigma existente. Um paradigma só é considerado inválido quando existe uma alternativa que o substitua.
  • Rejeitar um paradigma é sempre decidir por aceitar outro, comparando-os entre si e com a natureza. Não fazer isso é rejeitar a própria ciência.
  • Não existe pesquisa sem contra-exemplos (que são as fontes da CRISE)
  • Nenhum paradigma aceito como base para a pesquisa científica resolve todos os problemas.
  • Para uma anomalia originar uma crise ela deve ser mais que uma simples anomalia, pois dificuldades de adequação entre o paradigma e a natureza sempre existem. Esta anomalia deve ser mais que um novo quebra cabeça da ciência normal, para poder gerar uma crise e então uma ciência extraordinária (uma revolução, uma ciência não-normal)
  • Ciência normal: busca aproximar a teoria dos fatos. O fracasso desacredita somente o cientista e não a teoria.
  • Efeitos da CRISE:

-         Obscurecimento de um paradigma

-         Relaxamento das regras que orientam a pesquisa normal

  • As CRISES podem terminar de 3 maneiras:

-         Resolução do problema provocador da crise através da própria ciência normal

-         Conclusão de que não existe solução possível para o problema com os recursos vigentes na época

-         Emergência de um novo candidato a paradigma e a batalha por sua aceitação.

  • Surgimento de um novo paradigma – reconstrução da área de estudos a partir de novos princípios, alterando generalizações teóricas, aplicações e métodos do paradigma anterior.
  • Mudança de Paradigma: “Manipular o mesmo conjunto de dados que anteriormente, mas estabelecendo entre eles um novo sistema de relações, organizado a partir de um quadro de referência diferente.”
  • Para fazer proliferar novas descobertas durante a crise:

-         Concentrar a atenção científica sobre uma área científica bem delimitada

-         Preparar a mente científica para o reconhecimento das anomalias experimentais pelo que realmente são (e não pelo que você acha que são, ou pelo que já ouviu dizer)

  • Geralmente quem inventa (?) ou descobre que inventou novos paradigmas são jovens. Por quê? Curioso... e incentivador!
  • Sintomas de uma transição da pesquisa normal para a extraordinária:

-         Proliferação de articulações concorrentes

-         Disposição de tentar qualquer coisa

-         Expressão de descontentamento explícito

-         Recurso à Filosofia

-         Debate sobre os fundamentos

 

Última atualização em Sex, 13 de Novembro de 2009 15:18
 

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