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O Monge e o Executivo - Uma História sobre a Essência da Liderança PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Ter, 17 de Novembro de 2009 11:53

No livro O Monge e o Executivo, Uma História sobre a Essência da Liderança, o autor James Hunter propõe ao gestor a busca por novos paradigmas, que na verdade irão formar um novo modelo de gestão.


O livro, um campeão de vendas, conta a história de John Daily, um executivo que entra numa crise de valores e começa sua busca por um novo sentido para sua vida. Nessa busca, ele se refugia em um mosteiro, onde ocorre uma preparação de líderes. O livro retrata a discussão dos participantes do evento, e os diferentes desafios propostos pelo monge a cada um, independente de suas crenças a respeito de liderança e poder.


Leonard Hoffman, frade responsável por comandar o retiro destinado a formação de líderes, defende que a base da liderança não é o poder, e sim a autoridade.  Ao longo do livro, Hoffman ensina seus discípulos (e a cada um de nós, leitores) como conquistar essa autoridade com base no amor e no serviço - uma verdadeira quebra de paradigma.


Uma das primeiras dicas do monge, que muitos gestores ainda não aprenderam a seguir é ouvir: “Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver.”, diz ele.


Logo no início dos encontros ele conceitua liderança como sendo “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.” 


Precisamos lembrar que gerenciamos coisas, tarefas, mas precisamos estar dispostos a liderar pessoas. Afinal, na era do conhecimento em que vivemos, as pessoas decidem colaborar e comprometer-se com a empresa e com seu líder à medida que se sintam seguras e acolhidas, respeitadas e compreendidas.


Portanto, liderar é conseguir que as coisas sejam feitas através das pessoas.  E pessoas, como seres humanos, precisam de relacionamentos.  Ou seja, é preciso executar as tarefas enquanto se constroem relacionamentos.  Verdadeiros líderes constroem relacionamentos, buscando conhecer e respeitar seus liderados.


Interessante que, ao falar sobre influência, o monge pede que seus discípulos listem as características de pessoas que os influenciaram ao longo da vida.  Qualidades como honestidade, confiabilidade, bom exemplo, cuidado, compromisso, confiança e respeito vieram a tona. 


É claro que nem todos acreditam ser possível ter essas características como chefes.  Só que essas características representam comportamentos, e “comportamento é escolha”, ele enfatiza. Cabe então, ao líder que desejar influenciar seus liderados, procurar desenvolver esses e outros comportamentos que venham a preencher as necessidades de sua equipe.


O monge fala também da importância de se criar um ambiente propício para desenvolver pessoas.  “os empregados passam a metade do dia trabalhando e vivendo no ambiente que vocês criam como líderes.”  Não podemos ignorar o fato de que as pessoas tem necessidades, e buscam suprir essas necessidades no ambiente de trabalho (o autor nos lembra, inclusive, da hierarquia das necessidades de Maslow, bastante conhecida dos administradores e estudantes de administração).


Uma das grandes contribuições do monge é propor um novo paradigma, em que a pirâmide, símbolo universal de hierarquia, é invertida.  Ao invés de termos empregados trabalhando em função de supervisores, esses em função de seus gerentes, que por sua vez tentam fazer o possível pelos vice-presidentes e esses para seu presidente, ele nos propõe que o foco principal seja servir ao cliente.  Para isso, empregados, supervisores, gerentes, vice presidentes e o presidente estariam buscando, cada um, servir ao outro, seu subordinado!


Isso, na verdade, representa uma nova teoria da liderança denominada Liderança Servidora.  Ele propõe que o líder, nesse novo modelo, seja alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados, removendo as barreiras para que, todos juntos,  possam servir ao cliente.


Para fundamentar sua teoria, o monge cita palavras de Jesus Cristo, que afirmou que “Quem quiser ser líder, deve ser primeiro servidor.  Se você quiser liderar, deve servir.” Certamente é uma nova visão.  Entretanto, essa lição dificilmente será aprendida e aplicada por quem não acredita nas pessoas, quem acha que as pessoas são preguiçosas, desonestas e fogem do trabalho. Gestores seguidores da teoria X (de Mc Gregor), dificilmente conseguirão alcançar a visão desse novo paradigma.


Ao longo do livro, o autor trabalha diversas características necessárias para se praticar a liderança servidora, como paciência, bondade, humildade e respeito.  Sobre o respeito, o monge defende que é “tratar as pessoas como se fossem importantes.”  Regra básica para uma convivência harmoniosa, acreditar nas pessoas e em seu potencial pode ser um grande diferencial competitivo para um líder, pois ele só conseguirá exercer influência sobre as pessoas em que acreditar.  Só conseguirá ter seguidores se mostrar confiança no trabalho dessas pessoas e der importância ao seu valor.


Por fim, o monge defende que o homem se transformou no que fez de si mesmo, e que a única pessoa que conseguimos mudar está dentro de nós.  Ele nos aconselha, portanto, a começar a mudança de paradigma e de valores propostos em sua teoria por nós mesmos.   Através do exemplo e dos resultados positivos da liderança servidora, certamente virão os seguidores, que perceberão que o caminho para a liderança é servir aos outros, buscando suprir suas necessidades.

Última atualização em Ter, 24 de Novembro de 2009 18:05
 

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